14 jul 2020by admin

DIA DO ROCK – Músicas que marcaram a história

DIA DO ROCK – Músicas que marcaram a história

O Dia do Rock foi comemorado ontem, 13/07 e, por isso, separamos algumas das músicas que fizeram história e marcaram os rumos do rock’n roll. Ficou curioso? Confira abaixo!

– That’s Alright – Elvis Presley
A música é, na verdade, uma versão do velho sucesso do bluesman Arthur “Big Boy” Crudup. Elvis resolveu fazer, um dia, de brincadeira, um cover da canção e os músicos de apoio entraram na brincadeira, fazendo uma mistura de rhythm & blues e country. Mas os produtores, ouvindo, perceberam que a música poderia ser um sucesso e resolveram lançar como single, o primeiro do cantor. O resto, bem, todos já sabem!

– Johnny B. Goode – Chuck Berry
John Lennon já disse que “se dessem outro nome ao rock, poderia ser Chuck Berry” e, bem, isso é verdade. Berry criou riffs copiados por gerações de músicos, letras que tocavam todos os adolescentes da época e retrataram a realidade.
Johnny B. Goode não foi um dos primeiros sucessos dele, mas entrou para história como uma de suas obras primas, com um riff marcante e a letra marcante sobre um jovem pobre que ganha o mundo tocando guitarra.

– I Can’t Get No (Satisfaction) – Rolling Stones
Não existe fã de rock que não reconheça essa música nos segundos iniciais. Nos primeiros discos, os Stones sempre faziam covers mas, quando começaram a compor, eles mudaram tudo.
“Satisfaction” é uma música provocante, marcante, com uma introdução capaz de mover as pessoas e uma letra forte, que critica o consumismo de uma sociedade doente. O caráter revolucionário do rock estava ali.

– Like a Rolling Stone – Bob Dylan
A música foi eleita a melhor de todos os tempos pela revista Rolling Stone e veio da mente genial de Dylan, em uma fase diferente da vida do cantor. Ele sempre produzia com perfeição canções acústicas políticas, que serviam até mesmo como forma de protesto legítima dos jovens que lutavam por direitos civis mas, em 1965, ele plugou seu som na tomada e lançou a canção com um tom mais rock’n roll, ainda muito poético, mas menos político e mais pessoal. A receita do sucesso.

– Purple Haze – Jimi Hendrix
Quando Hendrix surgiu na cena musical, roubando todas as atenções, ninguém nunca tinha visto um guitarrista como ele. Dominava o blues, tinha uma atitude rock’n roll, fazia muito barulho no palco, traduzia com música experiências lisérgicas e revoltas com a sociedade da época.
O single “Purple Haze” é o ápice desse sentimento, sintetizando toda essa raiva, arte, inquietação e revolta.

– Paranoid – Black Sabbath
Enquanto os hippies prometiam um mundo cheio de paz e amor e pediam pelo fim das guerras pacificamente, o mundo ficava cada vez mais difícil de suportar. Guerra do Vietnã, escândalos políticos, consumo exagerado e os assassinatos da Família Manson, tudo isso fazia tudo ficar pior.
E foi então que surgiu o Black Sabbath com Paranoid, que unia o ódio e a revolta, uma aura soturna e guitarras pesadas e sujas para criar o heavy metal e dar um lugar diferente aos jovens que não acreditavam mais em paz.

– Ziggy Stardust – David Bowie
Bowie, por si só, foi um acontecimento. O cantor apareceu com o pseudônimo de um alienígena que não se encaixava na Terra, chamado Ziggy Stardust, e revolucionou a imagem do rock, trazendo mais glamour e androginia.
A música homônima tinha elementos futuristas e saudosistas, uma pegada espacial e um quê de revolução sexual, subvertendo noções como o gênero. O personagem nasceu, teve uma vida brilhante e até mesmo morreu em 1973, consolidando Bowie como um gênio do rock.

– Money – Pink Floyd
O rock amadureceu e se tornou ainda mais inventivo, experimental e corajoso, e foi daí que nasceu o rock progressivo do Pink Floyd.
O “Dark Side Of The Moon” é o álbum mais icônico da banda, com composições profundas e elaboradas, sonoridades novas e mais limpas. O álbum passeia pelas diversas fases da vida e, num ápice de crítica social, traz Money como uma das faixas mais memoráveis e cheias de força.

– Blitzkrieg Bop – Ramones
Numa era em que os roqueiros se tornaram popstars e os shows grandes acontecimentos, o ritmo era acusado de perder essência e partir para o lucro que tanto criticaram. Foi quando surgiram os Ramones, que recriavam o som de uma banda de garagem, traziam a atitude punk, o humor irreverente, as músicas sem grande elaboração e até mesmo certa inocência.
O álbum de estreia da banda deu um pontapé inicial no punk e new wave e trouxe o clássico irrepreensível Blitzkrieg Bop, com o famoso grito de “Hey Ho Let’s Go” e o riff furioso que marcou o som da banda.

– Beat It – Michael Jackson
O Rei do Pop marcou o rock’n roll também. Quando Michael já tinha feito quase de tudo no pop, partiu para a produção de Thriller, álbum que marcou gerações e consolidou a sua carreira até mesmo entre os que não gostavam de música pop.
No álbum, a canção que mais conseguiu essa proeza foi Beat It, com o pesado riff tocado por ninguém menos que Eddie Van Halen, e os vocais inconfundíveis de Michael Jackson, além de um clipe inesquecível, cheio de atitude.

– Welcome to the Jungle – Guns N’ Roses
Na década de 80 os clipes começaram a ser parte importante do mundo do rock e ninguém aproveitou melhor isso do que o Guns.
Cheios de estilo, sex appeal e cantando um estilo de vida hedonista, a banda fazia o som melódico ser mais cru, real e pesado que as outras da época. A faixa “Welcome to the Jungle” falava sobre a vida noturna agitada e abria o disco da banda com peso e uma aura de perigo na letra e na melodia.

– Smells Like Teen Spirit – Nirvana
Na época em que o Nirvana surgiu, parecia impossível que uma banda obscura, anti-comercial e barulhenta ganhasse novamente os holofotes, desbancando o glamour que tinha sobrado dos anos 80.
Uma das maiores reviravoltas do rock veio com o Nirvana, quando a banda lançou o “Nevermind”. Saia o clichê de “sexo, drogas e rock’n roll” e entravam as grandes questões existencialistas, a introspecção, naturalidade e a crítica ferrenha ao mundo em que vivemos. O riff de introdução de Smells Like a Teen Spirit redefiniu uma geração e a voz e imagem de Kurt Cobain trouxe de volta o caráter revolucionário que o rock tinha sido acusado de perder.

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